363 hectares de área rural licenciada em Lorena, São Paulo. Licenças DFPC e ANAC ativas, no centro da base industrial de defesa brasileira — do artifício não letal à cabeça de guerra de 200 kg. O mesmo espaço aéreo segregado sustenta a única escola de pilotagem de drones militares do país.
O ativo não é o terreno. É a soma de duas autorizações que hoje não existem juntas fora de instalação militar — produto controlado pelo Exército e espaço aéreo segregado pela autoridade civil.
Do artifício não letal à cabeça de guerra de 200 kg, com instrumentação de fragmentação, sobrepressão e vídeo de alta velocidade.
Envelope aéreo segregado para VANT militar e civil acima de 25 kg, BVLOS, liberação de carga e contramedidas.
Destinação final rastreável de munição, propelente e explosivo fora de validade, sob acompanhamento do SFPC.
Não existe no Brasil escola especializada em pilotagem militar de drones. O que a guerra da Ucrânia tornou doutrina — ataque em FPV, lançamento de munição, operação em enxame — hoje se aprende no exterior ou não se aprende. A ORION AERO forma esse operador no único sítio do país que reúne espaço aéreo segregado, linha de tiro instrumentada e licença para empregar munição real.
Lançamento e liberação de carga sobre alvo instrumentado, com telemetria e registro de impacto — dentro da mesma licença DFPC que sustenta o campo de provas.
Pilotos e operadores para Forças Armadas, forças de segurança e indústria de defesa — da proficiência básica ao emprego tático de sistemas não tripulados.
O espaço aéreo segregado por licença ANAC é o que ninguém replica com facilidade: sem ele não se treina BVLOS nem lançamento com respaldo legal. Mesma área, mesma licença e mesma equipe do campo de provas.
A Orion Aero é uma empresa nova e comercial — e essa é a única coisa nova nela. A operação que sustenta o negócio tem três décadas de estrada, em duas casas instaladas em Lorena, no mesmo endereço em que o campo de provas opera.
Fundada por ex-funcionários da Indústria Química Mantiqueira — hoje Orica do Brasil — para atender contratos de defesa que a matriz não quis assumir. Dá à Orion Aero o lastro técnico em explosivos: iniciadores, detonadores e reforçadores, de percussão a elétricos.
Operação industrial própria da MultiClad, em atividade no sítio como rotina produtiva. É ela que mantém a licença viva, com equipe e procedimento operando todos os dias, antes mesmo do primeiro ensaio militar contratado — o campo de provas não parte do zero.
Nenhuma empresa da base industrial de defesa paulista tem onde ensaiar perto da própria fábrica. A única infraestrutura privada comparável do país é cativa de um único fabricante.
| Empresa | Fábrica | Onde ensaia hoje | Deslocamento |
|---|---|---|---|
| Avibras | Jacareí / SP | Centro de Lançamento da Barreira do Inferno / RN | ~2.500 km |
| Speedbird Aero | Jacareí / SP | Aracaju / SE | ~1.900 km |
| XMobots | São Carlos / SP | Santana do Livramento / RS | ~1.400 km |
| Mac Jee | Paraibuna / SP | Campo de Instrução de Formosa / GO | ~900 km |
| IMBEL — Fábrica Presidente Vargas | Piquete / SP | Campo de Provas da Marambaia / RJ | ~250 km |
Drones de munição vagante inscritos em uma única chamada do Exército em 2026. 32 foram habilitados e ensaiados com munição real — em doze dias, no Rio de Janeiro. Terceira tentativa de licitação desde 2023.
Empresas Estratégicas de Defesa credenciadas pelo Ministério da Defesa somente em São José dos Campos — a maior concentração do país, a 130 km do sítio.
Aeronaves não tripuladas no cadastro da ANAC em 2026, contra 16,5 mil em 2017. Segundo maior mercado das Américas, crescendo acima de 20% ao ano.
Desde junho de 2026, o RBAC 100 da ANAC e a nova edição da ICA 100-40 do DECEA mantêm a exigência de segregação de espaço aéreo para toda operação acima de 25 kg, acima de 120 m ou além da linha visual.
Isso alcança praticamente todo VANT militar brasileiro em desenvolvimento — as plataformas nacionais em ensaio hoje têm entre 80 e 700 kg de peso máximo de decolagem.
Somado à autorização de produto controlado emitida pelo Exército, o resultado é um envelope que hoje só existe dentro de instalação das Forças Armadas. É esse par de licenças que constitui a barreira de entrada — e o ativo.
Dimensionamento pela lei de escala cúbica de Hopkinson-Cranz, D = K × NEQ1/3, conforme IATG 02.20. Com o ponto de ensaio centrado no sítio, o raio disponível até a divisa é de aproximadamente 950 metros.
| Classe de ensaio | NEQ típico | Distância exigida a edificação habitada | Margem no sítio |
|---|---|---|---|
| Artifício e munição menos letal | < 0,5 kg | 18 m | 53× |
| Munição de pequeno calibre | < 1 kg | 22 m | 43× |
| Granada e munição de morteiro | 1 – 5 kg | 38 m | 25× |
| Foguete e munição vagante | 5 – 25 kg | 65 m | 15× |
| Cabeça de guerra 100 kg | ~50 kg | 82 m | 12× |
| Cabeça de guerra 200 kg | ~100 kg | 103 m | 9× |
| Destruição — evento programado | 5.000 kg | 380 m | 2,5× |
| Destruição — capacidade máxima | 25.000 kg | 649 m | 1,5× |
Área rural de acesso controlado, sem núcleo urbano no entorno imediato, servida pelo eixo da Via Dutra. Distância à fábrica do cliente medida em dezenas de quilômetros, não em milhares.
| Parâmetro | Especificação |
|---|---|
| Área total | 363 ha · 3,63 km² · 150 alqueires |
| Município | Estr. do Jararaca, km 14 — Lorena / SP |
| Raio útil ao ponto central | ~950 m às divisas |
| Linha de tiro instrumentada | 1 m a 2.500 m no mesmo sítio |
| NEQ máximo por evento | 25.000 kg |
| Cabeça de guerra máxima | 200 kg |
| Capacidade de paiol | __ kg NEQ · classe 1.1 |
| Teto autorizado | __ ft AGL · área restrita |
| Envelope BVLOS | raio de __ km |
| Aquisição de imagem | __ fps · alta velocidade |
| Piquete — IMBEL / FPV | ~50 km |
| Guaratinguetá | ~50 km |
| Paraibuna — Mac Jee | ~120 km |
| São José dos Campos — 17 EED | ~130 km |
| Jacareí — Avibras, Speedbird | ~150 km |
Certificado de Registro com as atividades de armazenagem, detonação e destruição de PCE apostiladas, e autorização especial emitida por operação, com acompanhamento de fiscalização e emissão de Termo de Destruição.
Enquadramento em categoria específica do RBAC 100, com área restrita publicada e coordenação junto ao DECEA sob a ICA 100-40 — o que autoriza voo acima de 25 kg, acima de 120 m e além da linha visual.
Item, norma alvo e resultado esperado. Acordo de confidencialidade antes de qualquer detalhe técnico.
Plano de ensaio, matriz de instrumentação, janela de agenda e preço fechado.
Autorização de tiro, destruição ou voo, plano de segurança e coordenação de espaço aéreo.
Ensaio conduzido com instrumentação dedicada e acompanhamento de fiscalização quando exigido.
Dados brutos e tratados entregues junto do relatório, com rastreabilidade de cadeia.
Portal do cliente com histórico, certificados e termos arquivados.
A diversificação existe por desenho: linhas com sazonalidade e ciclo de decisão distintos, para que o caixa não dependa de um único programa de defesa.
Locação do sítio com instrumentação e equipe, por diária ou campanha. Ciclo curto, cliente recorrente, margem sobre capacidade instalada.
Destinação final de material energético para indústria, Forças e órgãos de segurança. Receita por volume, contrato plurianual, baixa sensibilidade a ciclo político.
Ensaio de proteção balística e conformidade normativa com emissão de relatório para certificação. Ticket menor, volume alto, demanda regulatória contínua.
Acompanhamento de ciclo completo de um produto — do protótipo à qualificação. Ticket alto, retenção longa, é onde a margem se concentra.
A base industrial de defesa brasileira exportou US$ 3,1 bilhões em 2025, com alta de 74% sobre o ano anterior, e o país importa cerca de R$ 70 bilhões por ano em produtos de defesa e segurança. O gargalo de ensaio e qualificação é estrutural — e não há projeto concorrente anunciado no eixo São Paulo.
Solicitar o memorando de investimentoO cliente entrega o material e recebe o comprovante — não a responsabilidade. A rastreabilidade documental é o produto tanto quanto a destruição física.